sábado, 30 de março de 2013

chegou o tão esperado O caçador de gigantes.

Erra o espectador ao pensar em "Jack: O Caçador de Gigantes" como uma adaptação do clássico "João e o Pé de Feijão" com esteroides. Embora claramente dialogue com o conto universal, o roteiro do filme também é inspirado em uma das histórias arturianas (aquelas do Rei Arthur e Camelot), transformando o que se vê na tela num mosaico um tanto desconexo para quem não conhece os contos paralelos. O filme estreia no Brasil em versões convencionais, 3D e IMAX 3D, dubladas e legendadas. Torná-las complementares faz sentido quando analisado o filão de produções sobre contos de fada muito em voga atualmente -- "João e Maria: Caçadores de Bruxas" é o exemplo mais recente. Era preciso transformá-la em uma história de ação constante e com doses de humor, cujos efeitos especiais elevassem tudo o que se vê na tela a uma espécie de desenho animado delirante para adultos. Assim, do primeiro conto desapareceram a fada, a mãe, a galinha dos ovos de ouro, a harpa encantada e a moral escroque do final da história, que emperrariam a trama. Já do segundo, foram trazidos o contexto de batalha, o reino a ser protegido, a princesa em apuros e o aporte exponencial de gigantes ao enredo. Vê-se aí a miscelânea.
Animações em 3D podem provocar grandes mudanças no modo de trabalho dos estúdios de Hollywood, graças à criação de versões digitais dos atores que vemos na tela - especialmente para fazer o papel de dublês em cenas de ação. Para acertar nos detalhes faciais, os animadores precisam de centenas de fotos do rosto original, por diferentes ângulos, mas todas tiradas exatamente no mesmo momento. Um palco de luz, com quase 7 mil lâmpadas LED, tem sete câmeras que fotografam o rosto do ator sob diversas luzes e com variadas expressões faciais. Os animadores levam essas expressões a um computador e as combinam para criar um mapa digital facial, que serve de base para o modelo 3D. Apesar de essa tecnologia ser focada no cinema, ela também tem espaço na nossa casa. Por exemplo, nos jogos de videogame, que em breve podem ter versões digitais de nós mesmos. Essa tecnologia futurista também está nos conectando ao nosso passado. O palco de luz está sendo usado para coletar depoimentos de sobreviventes do Holocausto. O objetivo é criar um modelo holográfico interativo que possa ser levado a diferentes escolas e até mesmo responder às perguntas dos alunos. Esses hologramas ainda não existem, mas estão sendo elaborados por pesquisadores.