quarta-feira, 27 de março de 2013

Mentes assassinas! você acha que esta na hora de se discutir sobre a pena de morte? ATRIZ É ASSASSINADA POR COLEGA DE NOVEL Em 1992, a atriz Daniella Perez – filha da novelista Glória Perez -, então com 22 anos e famosa pelo papel da personagem Yasmin na novela De Corpo e Alma, da TV Globo, foi assassinada com 18 golpes de tesoura, no Rio de Janeiro. Os autores do crime foram o ator Guilherme de Pádua, que na mesma novela vivia Bira, personagem apaixonado por Yasmin, e Paula Thomaz, mulher de Guilherme à época, que estava grávida de quatro meses. Guilherme alegou que Daniela o assediava e que matou a colega acidentalmente, ao apertar o braço em torno de seu pescoço para apartar uma briga da atriz com sua mulher, que levou ao encontro para provar que era perseguido. Segundo ele, foi de Paula Thomaz a ideia de desferir tesouradas em Daniella para que o assassinato se parecesse com "um crime praticado por um fã alucinado". Ela sempre negou envolvimento no caso. Ele cumpriu um terço dos 19 anos de prisão a que foi condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem dar à vítima condições de defesa. A ex-mulher foi condenada a 18 anos e, mais tarde, teve a pena reduzida para 15 anos, mas ficou apenas sete na cadeia. Em agosto de 1997, Ives Ota, então com 8 anos, foi sequestrado por três homens na cidade de São Paulo. O menino foi sedado e assassinado com dois tiros no rosto antes de qualquer contato dos sequestradores com a família. Ele foi morto porque reconheceu um de seus raptores, um policial militar que fazia segurança particular nas lojas de seu pai, o comerciante Massataka Ota. Mesmo após a execução do menino, os sequestradores continuaram negociando o resgate com a família. A extorsão terminou com a prisão do motoboy Adelino Donizete Esteves, depois que a polícia rastreou uma ligação para os pais de Ives. Ele denunciou como comparsas os então PMs Tarso Dantas e Sérgio Eduardo Pereira. Os três foram condenados a penas entre 43 e 45 anos de prisão. Entre 1997 e 1998, o motoboy Francisco de Assis Pereira, que ficou conhecido como Maníaco do Parque, estuprou e matou pelo menos oito mulheres no Parque do Estado, na divisão de São Paulo e Diadema. Ele seduzia as vítimas com falsas promessas de emprego em uma agência de modelos. O motoboy foi condenado pelas mortes e ainda pelo estupro de outras nove mulheres, que sobreviveram aos ataques. Somadas, as penas chegam a 270 anos de prisão. A defesa do motoboy alegou que ele sofre de desequilíbrio mental e tentou que ele fosse levado a um manicômio judiciário, mas o pedido não foi aceito. A jornalista Sandra Gomide, 33 anos, foi morta com dois tiros em um haras em Ibiúna, no interior de São Paulo, em agosto de 2000. O ex-namorado de Sandra, então diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, Antônio Pimenta Neves, confessou o crime, alegando que a colega o traía. Os dois se conheceram em 1997 e tiveram um relacionamento por cerca de três anos. Ele chegou a ficar preso por sete meses enquanto respondia ao processo, mas conseguiu habeas-corpus para aguardar a sentença em liberdade. Em 2006, Pimenta Neves foi condenado a 19 anos e dois meses de reclusão em regime fechado, mas o juiz de Ibiúna concedeu ao jornalista o direito de recorrer em liberdade. Alegando que a confissão espontânea é atenuante de pena, a defesa conseguiu no Tribunal de Justiça de São Paulo a redução da pena para 18 anos e, depois, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para 15 anos. Os advogados do jornalista continuaram recorrendo até que, em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último recurso e determinou que a pena fosse imediatamente cumprida. Em seguida, policiais cercaram a casa de Pimenta Neves, na capital paulista, e ele se entregou. Em outubro de 2002, o casal Manfred e Marísia von Richtofen foi encontrado morto em sua mansão em São Paulo. Uma semana depois, a filha do casal, Suzane von Richthofen, na época com 18 anos, confessou envolvimento no crime. Pouco tempo depois, o namorado de Suzane na época, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Christian, também foram presos e confessaram terem matado o casal com golpes de barra de ferro. Os três planejaram o assassinato para que Suzane ficasse com a herança dos pais. Em 2006, após quase 56 horas de julgamento, os três foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado em regime fechado. A soma total das penas chegou a 115 anos de reclusão. Em outubro de 2003, o casal Liana Friedenbach, 16 anos, e Felipe Silva Caffé, 19 anos, foi acampar, sem o consentimento dos pais, em um sítio abandonado na Grande São Paulo. Eles foram capturados por um grupo de criminosos que os manteve em cativeiro por vários dias. As famílias não foram contatadas para qualquer tipo de resgate. Felipe foi o primeiro a ser morto, com um tiro na nuca. Liana foi torturada, estuprada e morta três dias depois. Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha, na época com 16 anos, foi apontado como idealizador do crime e líder do grupo. A intenção inicial era roubar o casal. Durante a abordagem, Liana teria tentado negociar, dizendo que seu pai tinha bastante dinheiro. O menor então decidiu raptar a adolescente e matar Felipe, mas dias depois percebeu que não poderia levar o sequestro adiante. À polícia, Champinha disse que assassinou Liana porque "deu vontade". Além dele, Paulo César da Silva Marques, o Pernambuco, Antônio Caetano, Antônio Matias e Agnaldo Pires foram condenados pela morte do casal. Em janeiro de 2004, Adriano da Silva foi preso suspeito de matar crianças no norte do Rio Grande do Sul. Ele confessou o assassinato de 12 meninos entre 2003 e 2004. O homem, que tem transtornos psiquiátricos, também abusou sexualmente das vítimas. Uma das crianças mortas era um vendedor de rapaduras de 14 anos, que teria sido atraído pela promessa de vender todos os doces se fosse à casa de Silva. O homem foi indiciado por oito mortes. Em 2006, ele começou a ser condenado em diversas cidades do Estado onde cometeu os crimes. As penas superam os 120 anos de prisão. Silva está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. A missionária americana Dorothy Stang, 73 anos, foi morta com sete tiros em fevereiro de 2005, na cidade de Anapu, no sudeste do Pará. Dorothy era defensora dos direitos de pequenos produtores rurais da região paraense de Altamira, área de intenso conflito fundiário. O homicídio ganhou repercussão entre as entidades ligadas aos direitos humanos em todo o mundo. Cinco pessoas foram condenadas pelo crime: os fazendeiros Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, e Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, que teriam pagado R$ 50 mil pela execução; Rayfran das Neves, o Fogoió, que confessou ter matado a missionária; Clodoaldo Batista, que seria comparsa de Rayfran; e Amair Feijoli da Cunha, o Tato, que confessou ter contratado os pistoleiros. A menina Isabella Nardoni, 5 anos, morreu após cair da janela do prédio em que moravam seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, em São Paulo, em março de 2008. Segundo a perícia, a criança foi agredida dentro do automóvel da família e depois estrangulada no apartamento por sua madrasta. O pai, acreditando que ela estivesse morta, atirou-a pela janela para simular um ataque cometido por uma terceira pessoa. O casal Nardoni negou as acusações e disse que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que entrou no apartamento enquanto os dois estavam na garagem do prédio. Dois anos depois da morte de Isabella, o casal foi condenado a mais de 20 anos de prisão cada um pelo assassinato. Um tipo de crime que se via apenas em noticiários internacionais chocou o País no dia 7 de abril de 2011. Em uma manhã de quinta-feira, quando centenas de jovens assistiam aulas na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, invadiu a instituição, abriu fogo contra adolescentes e matou 12 estudantes entre 12 e 14 anos. A ação foi interrompida com a chegada de um policial que estava nas proximidades da escola e feriu o atirador, que se suicidou. Apesar de Wellington ter deixado instruções sobre como deveria ser seu sepultamento, seu corpo ficou 15 dias no Instituto Médico Legal (IML) sem que algum familiar fosse ao local assinar a liberação. Ele, então, foi enterrado como indigente. O atirador de Realengo deixou cartas, fotos e vídeos com o registro do planejamento do atentado. Nos documentos, ele fala de religiões, demonstra fixação pelo atentado de 11 de setembro de 2001 e alega ter sofrido bullying na escola. Para a polícia, no entanto, ele tinha distúrbios mentais.

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